Enquanto um pára e ilumina-se com a possibilidade de ver ainda muitos mais naquela miragem tão especial, criando roteiros, alargando caminhos,
Outro embrenha-se no mato, mulato-louco, sem barreiras, sem malícias.
Ambos iluminados, ambos necessários.
Contudo, diversão fatal, epifânica, é só para um deles.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Find'ano
Tem espocado umas chuvas...
É dezembro que desaba
encaminhando os anos,
cada qual com seu fim.
Marca-se o desfecho
do diminuto ciclo.
E celebra-se, se possível.
Novas revoltas
contra velhos vícios
e toda a ansiedade
de redefinir os cultivos,
implantar novos hábitos,
quiçá rejuvenescer - oxalá!
O sentimento geral de confiança
nas famílias multiladas,
nas que simulam intimidade,
nas que vivem num comercial de chester,
nas telas de excêntricos solitários,
nas galeras das festinhas,
nas bebedeiras das viradas...
Onde, aliás, se desperdiça fogo capaz
de acender os infinitos cigarros
do ano que vem.
Por ora, antecipo os parabéns pra você,nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, meu caro J.C. (Sigo rezando - até então sem sucesso - para que ressucite de novo... A gente marca um chope quando funcionar!)
Que o ano bom traga um bom ano!
E que, finalmente, inventem o sucrilho voador...
Afinal, a gente não quer só comida, a gente quer comer e quer sair voando!
É dezembro que desaba
encaminhando os anos,
cada qual com seu fim.
Marca-se o desfecho
do diminuto ciclo.
E celebra-se, se possível.
Novas revoltas
contra velhos vícios
e toda a ansiedade
de redefinir os cultivos,
implantar novos hábitos,
quiçá rejuvenescer - oxalá!
O sentimento geral de confiança
nas famílias multiladas,
nas que simulam intimidade,
nas que vivem num comercial de chester,
nas telas de excêntricos solitários,
nas galeras das festinhas,
nas bebedeiras das viradas...
Onde, aliás, se desperdiça fogo capaz
de acender os infinitos cigarros
do ano que vem.
Por ora, antecipo os parabéns pra você,nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, meu caro J.C. (Sigo rezando - até então sem sucesso - para que ressucite de novo... A gente marca um chope quando funcionar!)
Que o ano bom traga um bom ano!
E que, finalmente, inventem o sucrilho voador...
Afinal, a gente não quer só comida, a gente quer comer e quer sair voando!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Educar para controlar
Vou te dar tudo.
Informações todas.
Te quero sábio.
Sabetudo, sabichão, salsicha.
Explorando qualquer possibilidade de construção intelectual.
Orador, palhaço. Mestre.
Não há mais barreiras para o saber!
Conquiste, meu filho. Cresça.
Desejo que você cresça...
Indefinidamente.
E assim, gigante, obtuso, sagaz, totalmente confuso com tanta informação,
executarei a forma mais bela de controle.
E você estará alegre e líder em me servir.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O alimento do filósofo
Enquanto o filósofo filosofeia
comparando o mundo a uma teia
o calo seca na mão
e o sangue corre na veia.
O que sustenta o pensamento
por onde a mente passeia
certamente é carecedor
de uma barriga bem cheia.
Cada um com sua parte
cada um com o que lhe cabe
cada um com seu azar
cada um com sua sorte.
Liberdade é coisa rara
que merece nossa luta
quando vem e se escancara
dá um medo, até assusta.
Minha casa meu aconchego
onde faço minha conduta
dessa vida eu nada levo
deixo apenas minha labuta.
Labuta que move e muda
a vida dos outros e sua.
Quem quiser que faça
quem quiser que obedeça
E tem ainda que ache graça.
comparando o mundo a uma teia
o calo seca na mão
e o sangue corre na veia.
O que sustenta o pensamento
por onde a mente passeia
certamente é carecedor
de uma barriga bem cheia.
Cada um com sua parte
cada um com o que lhe cabe
cada um com seu azar
cada um com sua sorte.
Liberdade é coisa rara
que merece nossa luta
quando vem e se escancara
dá um medo, até assusta.
Minha casa meu aconchego
onde faço minha conduta
dessa vida eu nada levo
deixo apenas minha labuta.
Labuta que move e muda
a vida dos outros e sua.
Quem quiser que faça
quem quiser que obedeça
E tem ainda que ache graça.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sobre a autoria
Que toda arte seja recebida do divino.
Que haja posse, lucro. Mas autoria, não.
Ideia tá no ar, é do mundo. É de deus.
Alguns têm o dom de receber, de traduzir.
Mas criação individual, nunca houve. Nunca haverá.
Não há começo, não há fim.
O artista é veículo espiritual do coletivo.
Esmero na lapidação, doce ilusão.
Pretensão de controle. Falha na abordagem.
Egotrip.
Toda obra está em toda obra.
A obra vem da outra que vem da outra que vem da outra.
E quando o sublime é aceito, até mesmo da outra que vem de uma.
Gênio é o mundo.
Gênio é o veículo por onde fala o mundo.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Números
Agora me encontro aqui, dando números, notas, avaliando matemáticamente pessoas. Quer merda não?
Pense na diferença entre um 7,5 e um 8,5?
Outro dia estava na sala e duas meninas sairam na porrada. Porrada mesmo, soco, olho rocho e tal. Meia hora antes duas tinha brigado no refeitório, corte no rosto, muitos alunos gritando, exitados com o movimento.
Porra que número eu dou pra isso? Como os números dão conta disso?
O objetivo dessa merda é saber o que a China produz? Como foi a colonização dos EUA?
To subvertendo essa porra, minhas contas são lisérgicas. O trabalho? Entrega alguma coisa.Quando? Quando ficar pronto, infelizmente tem que ser antes da data que eu tenho que colocar a porra dos números.
A escola é uma montanha russa de emoções. De um lado histórias que te fazem considerar qualquer problema seu um coco de preá. De outro lírios, poesia, amor e aprendizado.
Tomara que não dê merda e que eu possa continuar recebendo meu salário.
Pense na diferença entre um 7,5 e um 8,5?
Outro dia estava na sala e duas meninas sairam na porrada. Porrada mesmo, soco, olho rocho e tal. Meia hora antes duas tinha brigado no refeitório, corte no rosto, muitos alunos gritando, exitados com o movimento.
Porra que número eu dou pra isso? Como os números dão conta disso?
O objetivo dessa merda é saber o que a China produz? Como foi a colonização dos EUA?
To subvertendo essa porra, minhas contas são lisérgicas. O trabalho? Entrega alguma coisa.Quando? Quando ficar pronto, infelizmente tem que ser antes da data que eu tenho que colocar a porra dos números.
A escola é uma montanha russa de emoções. De um lado histórias que te fazem considerar qualquer problema seu um coco de preá. De outro lírios, poesia, amor e aprendizado.
Tomara que não dê merda e que eu possa continuar recebendo meu salário.
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